quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Leitura e seus benefícios

Ler...
Ler sempre.
Ler muito.
Ler «quase tudo».


Ler com os olhos, os ouvidos, o tato, pelos poros e demais sentidos.
Ler com a razão e a sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.
Ler verdades e mentiras.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.


Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor, tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.

Edith Chacon Theodoro

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sair de férias é maravilhoso, mas a volta .. xiiiiii!!!!

Desculpe-me pelo o Blogger estar tão desatualizado, mas quando o assunto são FÉRIAS, confesso que não consigo sentar e escrever. Fico a mil ..! Passagens, malas, roteiro, hospedagem e claro, quanto custará tudo isso. Essa pré e pós organização tomam meu o tempo, cabeça, corpo e alma. Desculpem-me !!!! Mas cheguei e estou cheias de idéias e histórias para compartilhar!!!! Aos poucos vou  atualiza-lo !!!!

:)

domingo, 13 de março de 2011

O Mundo é de Quem não Sente

A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. 
A qualidade principal na prática da vida é aquela qualidade que conduz à ação, isto é, a vontade. 
Ora há duas coisas que estorvam a ação - a sensibilidade e o pensamento analítico, que não é, afinal, mais que o pensamento com sensibilidade. 
Toda a ação é, por sua natureza, a projeção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue que essa projeção da personalidade é essencialmente o atravessarmo-nos no caminho alheio, o estorvar, ferir e esmagar os outros, conforme o nosso modo de agir.
Para agir é, pois, preciso que nos não figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Quem simpatiza pára. 
O homem de ação considera o mundo externo como composto exclusivamente de matéria inerte - ou inerte em si mesma, como uma pedra sobre que passa ou que afasta do caminho; ou inerte como um ente humano que, porque não lhe pôde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como à pedra, ou se afastou ou se passou por cima.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

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Ultimamente tenho lido muito Fernando Pessoa, essa minha constante metamorfose é a responsável por esta  linda descoberta.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Integração e Acolhimento

Então, dando continuidade sobre o tema : Alemanha

Vou tentar escrever aqui de uma maneira simples e bem direta o que realmente acho/sinto e penso quando o assunto é INTEGRAÇÃO.

Na minha opinião, uma boa integração só começa realmente quando ambos interessados se ajudam, ou seja eu enquanto "migrante" estou disposta a aprender, conhecer e respeitar a cultura alheia, assim também deve agir o meu "Acolhedor", elaborando-criando-discutindo projetos, cursos, métodos e alternativas para as pessoas que por algum motivo especifico (trabalho,estudo,casamento) decidem-se migrar e começar muitas vezes do zero, uma nova vida ou um novo conceito de vida. Essas pessoas (eu), chegamos cheios de sonhos, desejos, projetos, ansiosas para conhecer pessoas e assim plantar uma sementinha de amizade, sentir-se "acolhida" à sua nova "Heimatland" . Mas nem sempre todas as expectativas  são correspondidas conforme o desejado-planejado-esperado. Aí, o bicho pega!!!

Novamente dando a minha opinião, nem sempre falar o idioma fluentemente garante que o processo de adaptação seja menos doloroso das  outras  pessoas que por algum motivo não chegarão AINDA  nesse      "nível" Além disso, o processo de adaptação não se resume apenas em : falar  ou não falar.

É muito mais abrangente, além do o idioma,  envolve comida,  roupas,  clima,  forma de ser, agir e pensar dos nossos novos vizinhos, colegas de trabalho, professores, religião, costumes, música, características físicas e biológicas. A fluência no idioma ajuda, mas ela por si só, não garante a tal sonhada e desejada integração.

Uma coisa é certa, integração exige diversidade, exige diálogo, exige carinho-respeito-amor,exige compromisso, exige convivencialidade, exige uma relação(casamento) com o outro, com o meio e principalmente consigo mesmo. De certa forma, pode se dizer que é um "contrato" onde ambas as partes devem cumprir os seus direitos e deveres. Se houver o não cumprimento, é mais do que natural que conflitos surjam e gerem um baita desconforto em ambas as parte.

Integração é uma luta interior, que automaticamente se estende para o exterior. É preciso que este exterior esteja preparado para este acolhimento. caso contrário, haverá uma rejeição, frustração, medo, isolamento, depressão, raiva, conflitos.  Viver e conhecer são mecanismo. Conhecemos porque somos seres vivos e isso é parte dessa condição. Conhecer é condição de vida na manutenção da interação ou acoplamentos integrativos com os outros indivíduos e com o meio, já dizia Maturana. Porque a integração só pode acontece quando o indivíduo e o seu meio conseguem interagir. Conseguem se comunicar, ensinando e aprendendo na mesma sintonia e freqüência. Sem esses " detalhes" a coisa não anda, não flui. 

Enquanto nós (migrantes) fingirmos que estamos adaptados, e o governo fingir que tem interesse em investir em projetos que viabilizem uma boa integração, surgirão muitos e muitos  Sarrazin's. Com seus livros cheios de rancor, racismo, anti-semitismo. Cheio de idéias mirabolantes e comparacöes absurdas!!!! 

Já passaram-se mais de 66 anos da segunda guerra mundial,  22 anos da queda do muro de Berlin e unificação das Alemanha's Ocidental e Oriental, ainda assim é possível sentir que nem todos os "muros" foram derrubados. Os que existem não são mais de tijolos, mas os invisíveis que causam o preconceito e dificultam o processo de adaptação e integração de muitos de nós, migrantes.

Enfim, nesse quesito a Alemanha ainda não conseguiu livrar-se dos fantasmas de um passado, em que eu espero sinceramente que jamais volte a acontecer. 









 


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. 

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros. 

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. 

É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante..
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. 
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês Henri TOULOUSE LAUTREC

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Na ilha por vezes habitada ..



Do que somos, há noites, manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra em nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que significam.
Levantamos um punhado de terra e apertam-la nas mãos.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

José Saramago

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Obrigada Sr. Saramago!





sábado, 8 de janeiro de 2011

Passando rapidinho ...!

Manter um blog atualizando nem sempre é uma tarefa fácil. Estou me disciplinando para isso, mas é tão complicado, ainda mais quando se tem filhos ..! Mas já coloquei como meta de 2011. Se irei conseguir, eu não sei, mas sei que tentarei. 
E para começar, desejo à todos muita prosperidade para esse ano, que iniciou há poucos semanas..!!